Duplo atentado na fronteira turca provoca pelo menos 16 mortos

Pelo menos 16 pessoas, incluindo seis rebeldes, morreram e 20 ficaram feridas num duplo atentado com viatura armadilhada num posto fronteiriço entre a Síria e a Turquia, revelou o Observatório sírio dos direitos humanos (OSDH).

A primeira explosão ocorreu na zona de controlo rodoviário perto do posto fronteiriço de Baba al-Hawana, na província de Idleb (norte da Síria), e a segunda no seu interior, precisou o OSDH.

O posto fronteiriço é controlado por grupos rebeldes, envolvidos desde 3 de janeiro em sangrentos combates com os 'jihadistas' do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIL), seus antigos aliados no combate ao regime sírio de Bachar al-Assad.

Os combatentes do ISIL, com ligações à Al-Qaida, assumiram hoje o controlo do aeroporto militar de Jarrah, leste da província de Alepo (norte), e que permanecia sob controlo rebelde desde fevereiro de 2013.

Em paralelo, foram registados violentos combates entre 'jihadistas' e rebeldes nos arredores da cidade de Azaz, ainda na província de Alepo, perto da fronteira turca. As zonas com combatentes do ISIL foram bombardeadas pelos seus antigos aliados, acrescentou a ONG sediada em Londres e que possui uma vasta rede de militantes e pessoal médico no terreno.

Na cidade de Raqa (norte), que o ISIL retomou em 14 de janeiro às forças rebeldes que combatem o grupo radical islâmico, foi decreta à população a proibição de fumar ou ouvir música.

O ISIL decidiu "proibir a venda de CD e aparelhagens, e ainda a difusão de música nos automóveis, autocarros, lojas, e em todo o lado", segundo um comunicado difundido por páginas 'jihadistas' na internet e assinado pelo "governador de Raqa".

O grupo acrescenta que a decisão foi tomada pelo facto os instrumentos de música e canto serem "proibidos pelo islão porque desviam as pessoas de Deus e do Corão".

Num outro comunicado, o ISIL explica que "é totalmente proibida a venda de cigarros ou cachimbos de água [narguilé] com o objetivo de aplicar a lei islâmica".

Segundo a OSDH, os combates entre rebeldes, que tentam contrariar as ações indiscriminadas do ISIL e a sua hegemonia, e forças radicais islâmicas já provocaram cerca de 1.100 mortos desde 3 de janeiro.

O conflito na Síria, iniciado em março de 2011 com uma revolta popular que evoluiu para uma insurreição armada face a uma crescente repressão de Damasco, já provocou mais de 130.000 mortos, ainda segundo a OSDH.

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