Dezenas de prisioneiros começaram a ser libertados

Dezenas de prisioneiros começaram a ser libertados das prisões sírias no âmbito da amnistia presidencial decretada na segunda-feira pelo presidente Bashar al-Assad, revelou hoje um advogado dos direitos do Homem.

"Dezenas de prisioneiros da prisão de Adra foram libertados na segunda-feira e hoje vai continuar [a libertação de outros]", afirmou Anwar al-Bounni, citado pela agência France Presse.

Uma semana depois da sua reeleição controversa, o presidente sírio, Bashar al-Assad, anunciou uma das maiores amnistias naquele país desde o início da revolta de 2011 e que deverá abranger, caso seja aplicada na íntegra, dezenas de milhares de prisioneiros.

Caso [a amnistia] seja aplicada na íntegra, trata-se da maior amnistia anunciada desde o início do conflito, a 15 de março de 2011, desencadeado por um movimento de contestação pacífica que, depois de ter sido reprimido pelo regime, degenerou em rebelião.

Pela primeira vez, esta amnistia diz respeito a crimes que figuram na lei sobre o "terrorismo" de julho de 2012. As amnistias anteriores excluíram os "terroristas" e os "fugitivos".

"O tribunal antiterrorista e os tribunais criminais estão a passar em revista os nomes das pessoas amnistiadas e a enviar as listas para as diversas prisões", como Adra e Saydnaya, perto de Damasco, entre outras, precisou o advogado.

Mais de 100 mil pessoas foram detidas, das quais 18 mil estão desaparecidas, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem (OSDH), uma Organização Não Governamental (ONG) síria que conta com o apoio de uma vasta rede de militantes, médicos e militares.

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