Cristãos egípcios receiam aumento de violência

Egípcios cristãos temem que o filme anti-Islão produzido pelos cristão coptas nos Estados Unidos possa aumentar a perseguição desta comunidade no Egito, que se queixa regularmente de discriminação.

As igrejas egípcias foram das primeiras a condenar o filme "A Inocência dos Muçulmanos" que satiriza o profeta Maomé e que desencadeou protestos violentos em vários países islâmicos. A comunidade cristã no Egito representa entre seis a 10 por cento dos 82 milhões de habitantes.

A Igreja ortodoxa copta divulgou um comunicado em que declara o lançamento do filme como um "plano malicioso destinado a difamar as religiões e a causar divisões entre o povo egípcio".

Mas a condenação não impediu manifestações contra a comunidade cristã no Egito. Um religioso, o sheik Abu Islam apelou à queima da biblia durante protestos junto à Embaixada dos Estados Unidos.

"Os receios dos cristãos egípcios aumentaram devido às reações violentas de alguns extremistas islâmicos", disse Mona Makram Ebeid, membro do Conselho Nacional para os Direitos Humanos.

Um tribunal egípcio condenou esta semana um cristão copta a seis anos de prisão por ofensas ao profeta Maomé e ao presidente Mohamed Morsi na rede social Facebook, informou fonte judicial.

Os protestos contra o filme começaram no passado dia 11 na Líbia e no Cairo e alargaram-se a todo o mundo muçulmano, tendo causado já mais de 30 mortos, entre os quais o embaixador norte-americano na Líbia.

No Cairo, pelo menos uma pessoa morreu e mais de meia centena de outras ficaram feridas durante os protestos junto à embaixada norte-americana.

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