Confrontos em Port Said e no Cairo fazem 150 feridos

Os confrontos entre manifestantes e forças antimotim intensificaram-se durante o dia de terça-feira na cidade de Port Said, para onde se deslocaram forças militares, e no centro do Cairo.

Pelo terceiro dia consecutivo de protestos, os confrontos em Port Said fizeram mais de 150 feridos, na sua maioria com sintomas de asfixia, devido aos gases lacrimogéneos, disse à agência noticiosa Efe uma fonte dos serviços de segurança.

Os manifestantes lançaram pedras e devolveram as granadas de gás lacrimogénio disparadas previamente pelas forças antimotim nas proximidades da sede principal da polícia, que foi incendida na segunda-feira.

As forças armadas, por indicação da Presidência, deslocaram efetivos para proteger as principais instituições de Port Said, como tinha ocorrido em finais de janeiro.

Os distúrbios já causaram seis mortos, entre os quais três polícias, desde domingo, quando o Ministério do Interior egípcio anunciou a transferências dos presos da prisão de Port Said por motivos de segurança, o que gerou o protesto dos familiares dos réus.

A sentença definitiva sobre o massacre ocorrido no estádio de Port Said, em fevereiro de 2012, quando morreram 74 pessoas no final de um jogo de futebol entre o clube local Al Masry e o cairota Al Ahly, deve ser lida no sábado.

O tribunal já condenou à morte 21 acusados pelo massacre, o que provocou no final de janeiro uma onda de violência, que levou as autoridades a decretar o recolher obrigatório, e ainda são esperadas as sentenças para outros 52 acusados.

Os confrontos estenderam-se também às cidades do Cairo e de Daqahliya, no delta do rio Nilo.

Na célebre Praça Tahrir realizou-se na terça-feira o funeral de um ativista, falecido no final de janeiro, cujo corpo foi recuperado da morgue pela família há apenas alguns dias.

Durante as exéquias ocorreram confrontos entre os manifestantes e a polícia, que se estenderam à 'corniche' (rua paralela ao Nilo) e a uma das pontes que cruza o rio.

Os manifestantes lançaram pedras contra os polícias e incendiaram um veículo da polícia, um tipo de ataque que se tem repetido nos últimos dias.

O Egito está absorvido por uma crise de segurança e política, enquanto prepara as eleições legislativas, que começarão em abril e serão boicotadas pela oposição não-islamita.

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