Combates entre rebeldes sírios e curdos fazem 30 mortos

Alepo, no norte da Síria, foi hoje palco de combates inéditos entre milicianos curdos e rebeldes sírios que resultaram em 30 mortes e 200 detenções, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

É a primeira vez que surgem informações sobre o envolvimento de curdos no conflito que opõe as forças do regime sírio e grupos rebeldes desde março de 2011.

Os confrontos opuseram rebeldes sírios e membros do Partido de União Democrática Curdo (PYD), o ramo sírio do Partido dos Trabalhadores do Curdistão turco (PKK, separatista), no bairro de Ashrafiyé, de população maioritariamente curda.

Segundo habitantes citados pelo Observatório, cerca de 200 rebeldes infiltraram-se no bairro e os membros dos comités populares curdos tentaram repeli-los, desencadeando-se os confrontos.

"Trinta pessoas -- árabes e curdos -- morreram nos confrontos, entre as quais 22 combatentes dos dois lados", indicou a organização num comunicado em que afirma que o bairro é controlado pelas milícias do PYD.

Mais de 200 pessoas foram depois capturadas, a maioria pelos rebeldes sírios, embora cerca de 20 rebeldes tenham sido detidos pelos curdos, segundo o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

A minoria curda, que representa cerca de 15% dos 23 milhões de sírios, é hostil ao regime, que a reprimiu, e tem reservas em relação à oposição, que considera pouco aberta à especificidade curda.

Os curdos são um grupo étnico espalhado pelos territórios da Turquia, Síria, Iraque e Irão que consideram corresponder ao Curdistão.

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