Austrália não tem intenção de juntar-se aos bombardeamentos na Síria

A Austrália negou o objetivo de se juntar aos Estados Unidos e respetivos aliados árabes nos bombardeamentos aéreos contra posições do autodenominado Estado Islâmico (EI) na Síria, disse hoje o primeiro-ministro australiano, Tony Abbott.

Em declarações em Nova Iorque onde participa no plenário da 69.ª Assembleia-geral das Nações Unidas, Tony Abbott disse, porém, existirem fortes probabilidades de enviar soldados para combater no Iraque

"As discussões em Nova Iorque, hoje e na sexta-feira, vão-nos fornecer informações antes da decisão que a Austrália tomará em breve a respeito de um possível compromisso das nossas forças em operações de combate dentro do território iraquiano", disse Abbott em declarações à agência local AAP.

Ainda que o governo australiano não tenha tomado uma decisão final, Abbott, que já falou com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a situação caminha para uma "conclusão provável" na luta contra o EI para a qual a Austrália quer contribuir.

Abbott sublinhou que ainda não tinha sido decidida a participação de soldados australianos em operações de combate no Iraque e que o seu Governo "não pretende neste momento participar nas operações de combate na Síria".

O primeiro-ministro australiano descartou que o alegado 'jihadista' Numan Haider, abatido na terça-feira pela polícia depois de esfaquear dois agentes antiterrorismo, tivesse lançado ameaças contra ele, conforme tinha sido avançado pela imprensa australiana.

"Não fui oficialmente informado sobre isso, pelo que não quero fazer mais comentários", disse depois da sua intervenção na ONU.

Tony Abbott reiterou o perigo representado pelos 60 australianos que viajaram para o Iraque e Síria para se juntarem a grupos extremistas como EI, dos quais cerca de vinte já regressaram à Austrália.

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