Assad faz 48 anos com intervenção militar em 'stand-by'

O presidente sírio Bashar al-Assad comemora os seus 48 anos esta quarta-feira após se ter desvanecido, para já, a perspetiva de uma intervenção militar por parte dos EUA e da França, que o acusam de ter usado armas químicas contra cívis.

Em dia de aniversário do presidente, um site pró-regime apelou á população de Damasco para demonstrar o seu apoio ao Chefe de Estado, participando com os seus automóveis numa procissão num bairro de Mazzé, no centro da cidade.

Oftalmologista, formado no Reino Unido, e pai de três filhos, Bashar al-Assad sucedeu na presidência do país ao seu pai, Hafez, falecido em 2000. O cargo deveria ter sido ocupado pelo seu irmão mais velho, Basil, mas este veio a morrer num acidente de automóvel abrindo assim as portas da presidência a Assad.

Desde março de 2011, Bashar al-Assad enfrenta um revolta no país que, em pouco tempo, se tornou numa luta armada que segundo o Observatório dos Direitos Humanos já fez mais de 100 mil mortos. Considerado no início do seu mandato como um reformador e fazendo inúmeras declarações em favor das oportunidades políticas e económicas no país, Assad, contudo, veio a endurecer o seu discurso com o tempo e preferiu seguir uma linha mais dura que o levou até à revolta popular.

"Agora tem muito mais poder, é mais chefe, quando antes não conseguia agir sem o consentimento do aparelho militar ou das forças de segurança", afirmou recentemente Nikolaos van Dam, autor holandês do livro "Lutando pelo poder na Síria: o sectarismo, o regionalismo e o tribalismo na política 1961-1994". "Assad ouve os seus conselheiros, mas toma a maior parte das decisões sozinho", diz.

Entre as pessoas em quem o presidente sírio mais confia estão o seu irmão mais novo, o coronel Maher al-Assad (chefe da divisão da zona de Damasco), a sua esposa Asma, o seu tio Mohammad Makhlouf e o seu primo Rami Makhlouf e um dos chefes da segurança de Damasco, Hafez Makhlouf.

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