Alemanha admite ter exportado químicos para a Síria

Os inspetores encarregados de destruir o arsenal químico sírio, conforme decisão na ONU, são esperados em Damasco

Mais de mil toneladas de armas químicas sírias vão começar a ser destruídas a partir de hoje, quando é esperada em Damasco a chegada dos vinte inspetores da Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAQ). Os peritos, que viajaram ontem até Beirute, deviam seguir de carro até à capital síria. No terreno, a equipa de seis especialistas das Nações Unidas que investiga os alegados ataques químicos terminou a sua missão, devendo entregar o seu relatório final no final deste mês.

"Neste momento, não temos razão para duvidar das informações fornecidas pelo regime sírio", disse um dos responsáveis da OIAQ. Em causa, a lista dos locais de produção e armazenamento de armas químicas divulgada pelas autoridades de Damasco a 19 de setembro, ao abrigo de um acordo entre russos e norte-americanos para a destruição do arsenal até meados de 2014.

O Governo alemão reconheceu ter autorizado a exportação para a Síria de 360 toneladas de produtos que podem ser usados no fabrico de armas químicas , entre 1998 e 2011. O regime sírio acusa os países ocidentais de fornecer produtos tóxicos a grupos de oposição.

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