"A tortura é hoje uma das principais armas numa guerra"

Distinguida com o Prémio Norte-Sul de 2013, com o príncipe Aga Khan, Suzanne Jabbour, médica e ativista libanesa, de 54 anos, disse ao DN que nem as crianças deixam de ser torturadas nos conflitos da atualidade. Para a psicóloga libanesa, "é uma clara mensagem política" destacar o papel de uma mulher libanesa e da sua ação, uma mulher do Médio Oriente, "uma região a atravessar um dos seus momentos mais negros, com milhões de deslocados e refugiados.

De que forma este prémio do Conselho Norte-Sul pode ajudar o seu trabalho e os das entidades a que está ligada?

O Prémio será de valor incalculável para a minha vida profissional, para as organizações a que estou ligada, mas também no plano nacional. Penso que me vai dar maior capacidade e potencial para atrair novos apoios e é, principalmente, uma mensagem muito forte para o meu país...

Para os seus dirigentes?

Sim. É uma clara mensagem política um prémio desta natureza destacar o papel de uma mulher libanesa e da sua ação, porque é uma mulher libanesa e do Médio Oriente, que é hoje uma região a atravessar um dos seus momentos mais negros, com milhões de deslocados e refugiados, mulheres, idosos, crianças.

A ação da organização que dirige, a Restart, está dirigida para o apoio a vítimas de tortura. Esta é uma situação cada vez mais generalizada na atualidade?

Quando comecei com a Restart, em 1996, a grande maioria das vítimas de tortura eram homens, agora até crianças são vítimas de tortura, vítimas principais e diretas de tortura. A tortura tornou-se uma das principais armas de combate numa guerra. A utilização da tortura é hoje para infundir medo nas pessoas, para que não reajam, para que não resistam. E não só na Síria.

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