35 corpos já resgatados durante a trégua de hoje

Mais 900 palestinianos foram mortos e cerca de 6 mil ficaram feridos, na sua grande maioria civis, na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelita a 8 de julho, revelaram hoje os serviços de emergência locais.

Durante o mesmo período, 37 soldados israelitas morreram nos combates em Gaza. Dois civis israelitas e um trabalhador agrícola tailandês foram mortos por disparos palestinianos.

Na noite de sexta-feira para sábado, pouco antes da entrada em vigor de uma trégua de 12 horas que deverá vigorar durante o dia de hoje, 20 pessoas, incluindo 11 crianças, foram mortas num ataque aéreo israelita em Khan Yunis, no sul, indicou o porta-voz dos serviços de emergência Ashraf al-Qudra.

O ataque atingiu a casa de uma família, matando pelo menos 14 dos seus membros. Entre os mortos, estavam 11 crianças, incluindo uma bebé de um ano e um menino de três anos, disse Qudra

O balanço de mortos poderá ainda aumentar durante o dia de hoje à medida que vão sendo retirados os corpos dos escombros em várias zonas fortemente afetadas pelos ataques israelitas. Hoje de manhã foram já resgatados 35 corpos em várias localidades da Faixa de Gaza .

No total 926 paletinianos morreram, segundo o porta-voz.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) estabeleceu em pelo menos 192 o número de crianças mortas nos 19 dias do conflito e a agência para ajuda aos refugiados da Palestina deu conta de mais de 160 mil palestinianos refugiados nos seus edifícios.

O comité internacional da Cruz Vermelha anunciou hoje que, na sexta-feira, um voluntário do serviço de urgência da Cruz Vermelha palestiniana foi morto em Gaza e três outros ficaram feridos num ataque contra duas ambulâncias em Beit Hanoun.

Jacques de Maio, diretor da delegação da Cruz Vermelha para Israel e os Territórios Ocupados, condenou "firmemente" os ataques contra as ambulâncias e o pessoal médico, sublinhando que as ambulâncias tinham bem visível o emblema da Cruz Vermelha.

"Atacar ambulâncias, hospitais e pessoal médico é uma violação séria do direito da guerra", disse Jacques de Maio, lembrando que todas as partes do conflito têm a obrigação de respeitar e proteger o pessoal m+edico, as instalações e as ambulâncias, conforme as regras humanitárias internacionais.

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