26 crianças e 21 mulheres assassinados em Homs

Os rebeldes sírios atribuem as mortes às forças do regime de Bachar al-Assad, enquanto a televisão estatal atribui a "grupos terroristas".

Os corpos de 47 mulheres e crianças foram encontrados na cidade síria de Homs, elevando para 108 o número de vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas. O Conselho Nacional Sírio, principal formação da oposição, acusa o regime e pede uma reunião de urgência com as Nações Unidas.

"Os corpos de pelo menos 26 crianças e 21 mulheres foram encontrados nos bairros de Karm al-Zeitoun e al-Adawiyé, muitos deles apunhalados pelas 'chabbiha' [milícias pro-regime]", afirmou à AFP Hadi Abdallah, divulgado um vídeo. Segundo o Conselho Nacional Sírio, algumas vítimas foram queimadas vivas, a outras foi partido o pescoço e outras partes do corpo e outras foram degoladas.

Por seu lado, a televisão estatal acusou os "gangues de terroristas armados" de ter "raptado os cidadãos nos bairros de Homs e de os ter morto e filmado para suscitar as reações internacionais contra a Síria". A agência Sana cita as famílias, que assegurara que os seus familiares tinham sido sequestrados por terroristas.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, um ano depois do início da revolta popular, reprimida com violência pelo regime de Bachar al-Assad, o número de vítimas mortais já ultrapassa as 8500. Além disso, 1,5 milhões de pessoas necessitam de ajuda alimentar. Há ainda mais de 25 mil refugiados nos países vizinhos e entre cem mil e 250 mil deslocados na Síria.

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