200 mortos na luta pelo controlo de academia de polícia

Cerca de 200 soldados e rebeldes foram mortos em oito dias no conflito na escola de polícia perto de Alepo, no norte da Síria, anunciou hoje o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

"Os rebeldes tomaram praticamente o controlo total da escola de polícia em Khan al-Assal, depois de violentos combates que, em oito dias, fizeram cerca de 200 mortos entre as forças do regime e os rebledes", afirmou a Organização Não Governamental (ONG), depois de ter dado conta de 34 soldados mortos só hoje.

"Entre as vítimas estão cerca de 120 soldados e polícias", disse o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahmane.

Segundo o responsável, esta base com oito hectares é a mais importante posição militar tomada na região oriental da província. "Ainda restam outros pontos militares, mas bem menos importantes", acrescentou.

Um vídeo hoje divulgado mostra a alegada entrada dos rebeldes na academia de Khan al-Assal, mas a sua autenticidade não foi ainda comprovada.

Mais a norte, rebeldes tomaram o controlo de uma prisão na província de Raqa, libertando "centenas" de detidos, afirmou o Observatório que se baseia numa vasta rede de militares e de médicos no local.

"O exército retirou-se da prisão central de Raqa [perto da fronteira com a Turquia] depois dos confrontos que se prolongaram por vários dias", precisou Rami Abdel Rahmane.

Combatentes do movimento islamita al-Nosra e outros grupos rebeldes tomaram a prisão na noite de sábado e "libertaram centenas de prisioneiros", referiu a ONG, com sede na Grã-Bretanha.

No sábado, pelo menos 182 pessoas foram mortas em violentos confrontos na Síria.

O conflito na Síria já decorre há quase dois anos e provocou cerca de 70 mil mortos, de acordo com as Nações Unidas.

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