Médico acusado de contaminar voluntariamente dezenas com VIH no Camboja

Médico não tinha autorização para exercer e arrisca uma pena de prisão perpétua.

Um médico cambojano sem autorização para exercer foi acusado hoje de ter contaminado voluntariamente dezenas de pessoas na província de Battambang com o vírus da SIDA devido à reutilização de seringas.

"Foi acusado da intenção de infetar pessoas com o vírus da SIDA, assassínio e exploração de uma clínica sem licença", explicou à agência France Presse o procurador da província, Nuon San. O réu arrisca uma pena de prisão perpétua.

"Ele reconheceu ter por vezes reutilizado agulhas e seringas nos últimos anos", disse à AFP o chefe da polícia da província de Battambang, Sar Thet, precisando que o médico tinha "intenção de contaminar os aldeões".

O jornal Cambodia Daily informou na semana passada que pelo menos 105 pessoas, incluindo 19 crianças, da aldeia de Roka (noroeste do Camboja) deram positivo no teste de VIH (vírus da imunodeficiência humana) e que a polícia investigava um médico sem licença como possível responsável pela infeção.

Na altura, o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, pediu uma investigação "meticulosa". Equipas do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e da ONUSIDA deslocaram-se ao local para propor testes gratuitos e voluntários. Os programas de prevenção do VIH e da SIDA têm tido um êxito notável no Camboja, depois de um "pico" registado durante os anos 1990.

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