Marechal Sissi declarado presidente com 96,9% dos votos

O ex-chefe das Forças Armadas, Abdel Fattah al-Sissi, que dirige na prática o Egito após ter destituído o chefe de Estado islamita Mohamed Morsi em julho de 2013, foi eleito presidente com 96,9% dos votos, anunciou hoje a comissão eleitoral nacional.

O marechal, que solicitou a reforma para se apresentar às presidenciais de 26, 27 e 28 de maio, recolheu mais de 23 milhões de votos face ao seu único rival.

Assim, o ex-militar foi creditado com 23.780.104 votos, contra 757.511 (3%) para o político de esquerda Hamdeen Sabbahim, que já se tinha apresentado às primeiras eleições presidenciais democráticas da história do Egito, em junho de 2012, que Morsi venceu à segunda volta.

A vitória de Sissi era considerada garantida, com uma parte da sociedade egípcia a defini-lo como um "herói" por ter deposto Morsi, acusado de crescente autoritarismo, e na sequência de fortes mobilizações de rua no final de junho.

No entanto, a fraca participação na votação indica que um importante segmento da população optou por boicotar o escrutínio, após os apelos nesse sentido da Irmandade Muçulmana e de formações de jovens ativistas laicos, também alvo da repressão pelas novas autoridades.

O governo provisório instalado por Sissi após o afastamento de Morsi coincidiu com o início da repressão à confraria islamita da Irmandade Muçulmana, que foi entretanto ilegalizada.

A taxa de participação nestas eleições, que foram prolongadas por mais um dia devido à fraca afluência às mesas de voto, rondou os 47%, inferior aos 52% garantidos por Morsi em 2012.

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