Maldivas censuram todos os livros para proteger islão

Todos os livros de poesia e literatura terão de ter a aprovação do Governo das Maldivas antes de serem publicados naquele país, de acordo com as novas regras que já estão a ser acusadas de violar a liberdade de expressão.

A nova legislação visa "padronizar toda a literatura.. publicada e publicitada nas Maldivas de acordo com as leis e regulações das Maldivas e a sua etiqueta social". O objetivo será também "reduzir os efeitos adversos na sociedade que podem ser causados pela literatura que é publicada", segundo uma tradução não oficial feita pelo advogado Mushfique Mohamed e mostrada ao The Guardian.

Quem quiser publicar uma obra literária nas Maldivas terá de submeter uma cópia à aprovação do gabinete nacional de classificação, juntamente com um selo e um impresso preenchido, específico para estes casos.

Com a chegada ao poder em 2008 de Mohamed Nasheed, um antigo prisioneiro de consciência, depois de três décadas de ditadura liderada por Maumoon Abdul Gayoom, as Maldivas viveram um período de grande criatividade e liberdade de expressão. Mas com o seu afastamento do poder, alegadamente vítima de um golpe, as consequentes eleições deram a vitória a Abdulla Yameen, irmão do ex-ditador Gayoom. Com o novo líder voltou um regime autoritário.

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