Malala ganha o Prémio Sakharov do Parlamento Europeu

A jovem paquistanesa que sobreviveu a uma bala disparada à cabeça por talibãs, há um ano, venceu hoje o prémio Sakharov.

A jovem, apontada como uma das principais candidatas ao Nobel da Paz, foi eleita por unanimidade pelos líderes dos grupos políticos do Parlamento Europeu.

"Hoje, decidimos dizer ao mundo que a nossa esperança por um futuro melhor está em jovens como Malala Yousafzai", disse o líder do Partido Popular Europeu (PPE, o maior grupo político do Parlamento EUropeu), Joseph Daul.

Também o líder dos Socialistas e Democratas (S&D, o segundo grupo), Hannes Swoboda, sublinhou que Malala é "uma jovem que arrisca a vida por valores e princípios em que ela - e nós - acreditamos: igualdade entre homens e mulheres e o direito à educação para todos".

Malala venceu os dissidentes bielorrussos Ales Bialatski, Eduard Lobau e Mykola Statkevich e ainda o analista informático que denunciou os programas de vigilância dos EUA, Edward Snowden.

A cerimónia de entrega do galardão - no valor de 50 mil euros - realiza-se no dia 20 de novembro. Nelson Mandela ou Xanana Gusmão ganharam o prémio em anos anteriores.

Malala Yousafzaï, 16 anos, tornou-se numa figura planetária do direito das mulheres à educação perante o extremismo religioso depois de ter sobrevivido a uma bala disparada à cabeça por talibãs, há um ano.

A jovem foi atacada a 9 de outubro dentro de um autocarro escolar, na cidade de Swat, no Paquistão. Os talibãs quiseram castigá-la por defender o direito das raparigas a frequentar a escola. Malala sobreviveu por milagre a esse ataque, tendo sido transferida para o Reino Unido, dando entrada de imediato no Hospital Queen Elizabeth, uma instituição especializada no tratamento de soldados feridos com gravidade em combate.

Desde então, Malala escreveu um livro e recebeu os prémios o prémio Anna Politkovskaya, da Fundação Clinton e da fundação holandesa Kids Rights.

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