Malala e Francisco favoritos, mas há quem queira dar Nobel a Putin

As surpresas são habituais na escolha do Comité Norueguês, mas ativista paquistanesa é vista como a escolha mais consensual para amanhã. Papa está na corrida, enquanto prémio para Snowden representaria choque com a América

Há quem já imagine Malala Yousafzai a receber em Oslo, a 10 de dezembro, além da medalha e do diploma Nobel, os oito milhões de coroas suecas que vale o Prémio da Paz, quase 900 mil euros. Mas entre os 278 candidatos deste ano sobressaem também nomes como o de Papa Francisco (favorito das casas de apostas inglesas), Edward Snowden, o informático que denunciou a espionagem global americana, e até Vladimir Putin, o líder russo nos últimos tempos em destaque pela crise na Ucrânia.

Amanhã de manhã saber-se-á se o vencedor será mesmo a paquistanesa que foi baleada pelos talibãs por defender o direitos das raparigas à educação ou se haverá surpresa. "Malala é mais consensual, mas não ponho de fora a hipótese de Snowden ganhar. Há setores da comunidade internacional interessados em legitimar o que ele fez. Claro que uma decisão dessas significaria um choque com os Estados Unidos", considera Paulo Gorjão, especialista em relações internacionais do IPRIS, em Lisboa.

Como o Comité Nobel admite que de deputados a académicos, passando por governantes e ex-- laureados, proponham nomes, a diversidade de candidatos é cada vez maior - ainda que só fugas permitam saber os nomeados (a regra é 50 anos de confidencialidade).

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