Maduro chama "assassino sangrento" a Aznar por mortes no Iraque

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, responsabilizou esta sexta-feira o ex-primeiro-ministro espanhol José María Aznar pela morte de 1,2 milhões de pessoas como consequência da invasão militar do Iraque em 2003 por parte dos Estados Unidos e dos seus aliados.

"Já não basta terem destruído o Iraque. 1.200.000 mortos no Iraque por culpa de Aznar, o assassino de Espanha, sangrento assassino de Espanha, o ex-primeiro-ministro espanhol Aznar. Assassino, digo, porque ele é responsável pela morte de 1.200.00 iraquianos. Porque ele promoveu a guerra com [George W.] Bush", disse o chefe do Estado venezuelano numa intervenção no Palácio de Miraflores.

A reação do governo espanhol, hoje liderado por Mariano Rajoy, também do PP, não se fez esperar. O Executivo fez saber que "deplora" as palavras de Maduro, que classifica como "inaceitáveis" e manifesta "o seu total apoio e solidariedade ao ex-primeiro-ministro espanhol". O governo de Madrid convocou ainda o encarregado de negócios da embaixada da Venezuela para pedir explicações.

Esta não é, porém, a primeira vez que um presidente da Venezuela insulta Aznar. Em 2007, em Santiago do Chile, na XVII Cimeira Ibero-Americana, o antecessor de Maduro, Hugo Chávez, chamou "fascista" ao ex-governante espanhol. A defesa de Aznar coube, nessa ocasião, ao então primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero (do PSOE) e ao então rei de Espanha Juan Carlos. Este disse a Chávez uma frase que ficou famosa: "Porque não te calas?".

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