Lixo no Evereste provoca aumento da poluição e doenças

Dawa Steven Sherpa que está à frente das expedições para limpar o Evereste avisa que o acumular de resíduos "é um perigo para a saúde".

O lixo e resíduos humanos deixados por montanhistas no Evereste estão a acumular-se e a causar a propagação de doenças na montanha, afirma a BBC.

A época propícia à prática de montanhismo no Evereste dura apenas dois meses, desde esta semana até ao final de maio. Durante este período cerca de 700 montanhistas escalam até ao topo da montanha, mas nem todos descartam o seu lixo e dejetos da maneira apropriada.

O Evereste tem quatro acampamentos e todos eles têm tendas, equipamento e mantimentos, mas nenhum tem uma casa de banho apropriada. Todo o lixo é recolhido para uma tenda própria e depois carregado para uma altitude mais baixa, onde é deixado.

Segundo o Chefe da Associação de Montanhismo do Nepal, Ang Tshering, muitos dos montanhistas não usam as instalações dos acampamentos, preferindo cavar buracos na neve, deixando os resíduos humanos a acumular-se.

O governo nepalês impôs já a regra de que os montanhistas devem regressar ao primeiro acampamento com 8 quilos de resíduos. Também Puspa Raj Katuwal, chefe do Departamento de Montanhismo do Governo, afirmou que as equipas devem submeter 4000 dólares (cerca de 3500 euros) que lhes é devolvido no final na expedição, mas que perdem caso não cumpram a regulamentação.

Dawa Steven Sherpa, que está à frente das expedições para limpar o Evereste desde 2008, afirma que o acumular de resíduos "é um perigo para a saúde e que a questão deve ser levada a sério".

De acordo com um artigo do Smithsonian Magazine, publicado em 2012, lixo e resíduos humanos não são a única coisa deixada nas montanhas. Cerca de 200 corpos permanecem na mais alta montanha do mundo, e alguns são ainda utilizados como pontos de referência.

A primeira expedição ao Evereste foi em 1953 e desde então mais de 4000 montanhistas já escalaram a montanha.

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