Líder da Esquerda Unida destaca momento difícil e lança farpas ao Podemos

Aos 29 anos, Alberto Garzón garante que não houve rutura ideológica no partido que pode perder lugar de terceira força política em Espanha.

"Em Espanha vivemos um momento convulso e muito difícil", afirma Alberto Garzón, candidato da Esquerda Unida (IU) para as eleições gerais do final do ano. Aos 29 anos, Garzón é um dos novos rostos da política espanhola. E se as sondagens não se enganarem, o mapa político espanhol vai mudar muito ao longo deste ano em que estão programadas eleições municipais, autonómicas e gerais. Os dois grandes partidos tradicionais, Partido Popular (PP) e Partido Socialista (PSOE) e os dois emergentes, Podemos e Ciudadanos (Cs), repartem de forma muito equilibrada quase 80% dos votos, segundo o barómetro do mês de março da Metroscopia para o El País.

A Esquerda Unida perderia o lugar da terceira força política em Espanha. "É impossível saber o que vai acontecer", lembra Garzón, porque nas últimas eleições da Andaluzia, há três anos, a IU obteve 12% dos votos e não os 6% que davam as sondagens. Num encontro com a imprensa estrangeira, o candidato da IU reconhece que em muitos lugares vão disputar o voto com o Podemos, partido onde militam ex-colegas da IU. Mas acha que as diferenças são evidentes: "A estratégia política do Podemos não é de esquerda, é mais uma maquinaria política do que um partido que fica com os votos dos indignados."

Depois da saída de Tânia Sánchez falou-se muito da divisão interna da IU. Garzón assegura que, sendo um partido de esquerda, "estamos acostumados a divisões e brigas", mas a realidade é bem diferente. "Saíram 30 pessoas de uma organização local que tem 30 mil pessoas, mas, como foi em Madrid, o impacto foi muito grande a nível nacional e é injusto. Na IU não houve rutura ideológica." E para Garzón, se obtiver um bom resultado nas gerais, "vamos conseguir reestruturar bem o partido". É o seu desejo, mas sabe que tem de trabalhar muito para que seja uma realidade.

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