Kerry pede para "todos fazerem mais"

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, instou hoje a comunidade internacional a "fazer mais" para combater a epidemia do vírus Ébola.

Numa conferência de imprensa realizada no Departamento de Estado, o chefe da diplomacia norte-americana "defendeu a urgência de as nações do mundo fazerem mais" para ajudar no combate a esta "crise mundial emergente" que "exige uma resposta mundial urgente".

"Mais países devem fazer mais", insistiu John Kerry, ao lado do seu homólogo britânico, Philip Hammond, que também criticou o facto de "não haver ainda um número suficiente de países capazes de fazer a diferença" na luta contra o Ébola, uma epidemia que já fez mais de 3.000 mortos na África Ocidental.

"Agora, é tempo de agir, não de falar, e não há, francamente, tempo a perder", insistiu Kerry perante a imprensa.

O Reino Unido vai enviar 750 militares, um navio médico e três helicópteros para a Serra Leoa, para ajudar a combater a propagação do Ébola, indicaram hoje responsáveis britânicos.

O navio será equipado com unidades de cuidados de emergência como as dos hospitais, ao passo que os três helicópteros Merlin transportarão médicos a zonas onde estes sejam necessários.

O contingente britânico será destacado a partir da próxima semana e irá ajudar a montar centros de tratamento, indicou o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon.

O anúncio foi feito depois de o primeiro-ministro britânico, David Cameron, ter presidido a uma reunião da Comissão de Emergência sobre a Propagação do Ébola (COBRA).

A febre hemorrágica Ébola fez 3.439 mortos na África Ocidental em 7.478 casos registados em cinco países (Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria, Nigéria, Senegal), segundo um balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado.

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