Justiça proíbe Aécio Neves de citar irmão de Dilma Rousseff na campanha

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que o candidato do PSDB às presidenciais brasileiras mentiu ao falar de Igor Rousseff e proibiu a utilização do nome deste em ações de campanha.

Com esta medida, qualquer 'spot' de televisão ou rádio que refira o nome do irmão da atual Presidente do Brasil e candidata à reeleição terá de ser imediatamente retirado, noticiam os media brasileiros.

"O candidato Representado [Aécio Neves], utilizando-se de uma mentira, atribuiu ao Representante [Igor Rousseff], um ato de improbidade administrativa, além de ofender sua honra", justificou o magistrado Admar Gonzaga.

Em causa está uma afirmação de Aécio Neves durante o debate realizado na rede SBT na quinta-feira, quando o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira afirmou, taxativamente: "O seu irmão, candidata, foi nomeado pelo prefeito Fernando Pimentel, no dia 20 de setembro de 2003 e nunca apareceu para trabalhar, candidata! Essa é a grande verdade (...) O seu irmão recebe e não trabalha nada. Infelizmente, agora nós sabemos porque a senhora disse que não nomeou parentes no seu governo".

Veja um excerto do debate:

Afirmações que Admar Gonzaga vem agora dizer serem mentira. Segundo a sentença, na queixa que fez ao TSE o irmão da presidente "expõe suas explicações que, em síntese, demonstram ter integrado a equipe do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, tendo sido nomeado em meados de 2003".

Este caso surge após uma situação semelhante, mas em que os papéis estiveram invertidos, em que o TSE exigiu que o PT de Dilma Rousseff retirasse do ar propaganda em que atacava Aécio Neves pela construção de um aeroporto em Minas Gerais no terreno de um familiar do candidato do PSDB.

Antes disso, uma propaganda do PT em que se acusava Aécio Neves de se ter recusado a fazer o teste de alcoolemia numa operação stop em 2011 foi também proibida. No entender do tribunal, "a intenção da propaganda seria levar o eleitor a crer que ele teria praticado infração gravíssima de trânsito, quando, na verdade, a punição fora somente por estar com a [carta de condução] vencida, infração muito diferente e muito menos gravosa do que a condição de se negar a fazer o teste do bafômetro".

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