Justiça dá razão a homem com Quarta Emenda no peito

Aaron Tobey, um americano do estado da Virgínia, escreveu uma versão, mais curta, da Quarta Emenda no seu peito e, forçado a despir-se na área de segurança do aeroporto, viu agora um tribunal dar razão ao seu pedido de indemnização de 250 mil dólares, depois de ter sido detido por conduta desordeir.

Segundo a revista 'Wired', Aaron alegou, num processo civil, que em 2010 foi algemado e detido durante cerca de 90 minutos pela segurança do aeroporto internacional de Richmond, depois de ter sido obrigado a despir-se, exibindo no peito um protesto, escrito com marcador, contra as medidas de segurança dos aeroportos.

"O direito das pessoas estarem seguras contra as perseguições e apreensões, sem motivo, não deve ser violado", escrevera no peito, numa versão mais curta da Quarta Emenda da Constituição dos EUA.

Em tribunal ficou resolvido que: "O Sr. Tobey, que fez um protesto silencioso e pacífico com o texto da nossa Constituição, estava devidamente dentro do âmbito de proteção da Primeira Emenda. E, apesar de ser tentador afirmar que os direitos da Primeira Emenda devem estar de acordo com a segurança nacional, neste caso, o nosso antepassado Benjamin Franklin advertiu contra tal tentação ao dizer que quem puder dar a liberdade essencial para obter uma segurança mínima temporariamente, não merece nem liberdade nem segurança. Nós concordamos e seguimos a sua opinião e, por isso, estamos dispostos, mesmo que relutantemente, a esquecer as proteções da Primeira Emenda, mesmo num aeroporto."

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