John Kerry reafirma apoio dos EUA ao presidente iraquiano

O secretário de Estado norte-americano John Kerry reafirmou hoje o apoio de Washington ao presidente iraquiano Fuad Masum.

"Somos apoiamos firmemente o presidente Masum que tem a responsabilidade de garantir a Constituição do Iraque", declarou John Kerry, que se encontra numa viagem oficial em Sidney, na Austrália. "Esperamos que o primeiro-ministro Nouri al-Maliki não cause problemas"

John Jerry pediu aos iraquianos para "permanecer calmos". "Não deverá haver recurso à violência, nem à participação de militares ou de milícias nesta etapa democrática do Iraque", afirmou o secretário de estado norte-americano. "O Iraque precisa concluir o processo de formação do seu novo governo e os Estados Unidos farão tudo o que for possível para ajudar."

Também na rede social Twitter, Brett McGurk, responsável do Departamento de Estado para o Próximo Oriente, escreveu: "Apoio total ao Presidente do Iraque, Fuad Masum, como garante da Constituição e a um candidato a primeiro-ministro que possa construir um consenso nacional."

Esta declaração surge depois de o primeiro-ministro, Nuri al-Maliki, ter anunciado, na televisão estatal, que vai apresentar uma queixa judicial contra o Presidente curdo Fuad Masum, por violação da Constituição.

Na declaração, transmitida em direto pela televisão estatal iraquiana, às 00:00 locais (22:00 em Lisboa), Nuri al-Maliki, que tem sido pressionado para não se candidatar a um terceiro mandato, explicou que tenciona apresentar uma queixa formal junto do Tribunal Federal do Iraque contra o recentemente eleito Presidente, Fuad Masum, porque este violou a Constituição duas vezes, uma delas por não o ter designado para formar novo Governo.

A coligação xiita liderada por Nuri al-Maliki venceu com margem as eleições de abril, mas entretanto o país caiu sob a ofensiva de grupos extremistas, que provocou novos bombardeamentos dos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, Nuri al-Maliki ordenou esta noite a mobilização de forças da polícia e do exército e de unidades antiterroristas iraquianas, em número invulgarmente elevado, para pontos estratégicos em torno da chamada "zona verde" de Bagdade, área altamente protegida onde se situam as principais instituições iraquianas.

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