Japão pede ajuda à França para libertar reféns do Estado Islâmico

O pedido de troca de informações com a França surge depois do primeiro-ministro japonês ter dito que não pagaria o resgate pedido pelo Estado Islâmico.

O ministro dos Negócios Estrangeiros japonês, Fumio Kishida, solicitou na terça-feira a ajuda da França para libertar dois japoneses feitos reféns pelo grupo Estado Islâmico (EI).

Fumio Kishida, qui se encontrava em Londres, telefonou na terça-feira ao seu homólogo francês Laurent Fabius, indicou a diplomacia japonesa em comunicado difundido em Tóquio.

"O nosso governo gostaria de ter a cooperação da França, nomeadamente para a troca de informações para a libertação rápida dos nossos cidadãos", disse Kishida a Fabius.

O chefe da diplomacia francesa comprometeu-se a agir em "estreita colaboração com as autoridades nipónicas para chegar a uma solução o mais rápido possível", precisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês.

O primeiro-ministro japonês exigiu na terça-feira a libertação imediata de dois reféns nipónicos que o movimento extremista EI ameaçou matar, num novo vídeo, e recusou pagar um resgate de 200 milhões de dólares.

Shinzo Abe recusou ceder às exigências do EI, declarando que "a comunidade internacional não vai ceder ao terrorismo e deve cooperar contra esta ameaça".

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