Vítimas mortais de queda de avião em Kinshasa eram pessoal da ONU e ONG

As 32 vítimas mortais da queda de um avião ao serviço das Nações Unidas ao aterrar em Kinshasa, República Democrática do Congo, eram quase todas pessoal da ONU, disse hoje o responsável da organização para as operações de paz.

Alan Le Roy adiantou ainda à imprensa, após um "briefing" ao Conselho de Segurança sobre esta situação e a da Costa do Marfim, que entre as vítimas mortais estão ainda cinco trabalhadores de organizações não governamentais, além de membros da tripulação. "Por causa do vento [o avião] falhou a pista, aterrou ao lado e depois despenhou-se. [O acidente] deu-se provavelmente por causa do tempo", disse Le Roy. Segundo o responsável para as operações de manutenção de paz, será lançada em breve uma investigação à queda do avião, com 33 pessoas a bordo, 29 trabalhadores humanitários e 4 tripulantes.

O acidente deu-se perto das 13:30 locais de segunda-feira na capital congolesa, que estava debaixo de mau tempo. Do pessoal da ONU que morreu no acidente, a maior parte estava ao serviço da missão na RDCongo (MONUSCO) e outros para agências da organização. Do acidente resultou apenas um sobrevivente, cuja identidade ou afiliação não foi divulgada.

O avião, do tipo Fokker 100, que fazia a ligação entre Goma, na província do Kivu Norte, no leste, e a capital, Kinshasa, partiu-se em várias partes. Este foi o primeiro acidente com um aparelho da ONU desde o início da sua missão no país em 1999.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?