Vangelis aberto à cooperação. Alexis contra velho poder

Líderes da Nova Democracia e do Syriza defrontam-se hoje à noite num debate televisivo. Número de indecisos acima dos 10%.

A menos de uma semana das eleições legislativas antecipadas do próximo domingo as sondagens na Grécia continuam a mostrar que a distância entre Syriza e Nova Democracia é curta, muito curta ou mesmo de empate técnico. Mas mesmo assim os líderes dos dois partidos continuam a manter-se fiéis ao seu discurso, com Alexis Tsipras a defender uma rotura com o poder do passado e a pedir maioria absoluta e Vangelis Meimarakis confiante de que será primeiro-ministro de um governo alargado.

"Claramente vou ser primeiro-ministro e claramente vou abordar outros partidos se Tsipras não quiser", disse ontem o líder conservador na à Feira Internacional de Salónica. "Se Tsipras quiser participar no governo como vice-primeiro-ministro discutirei o assunto com a minha equipa", prosseguiu.

A palavra de ordem de Vangelis Meimarakis tem sido, em caso de vitória da Nova Democracia, formar um governo em aliança com outros partidos, de maneira a evitar novas eleições antecipadas. E ontem, numa entrevista ao jornal Kathimerini, voltou a reafirmar esta sua intenção. "Vou tentar garantir que haja estabilidade política, consenso e cooperação. Vou tentar criar um governo de cooperação nacional que tenha uma vida longa, e que conte com a participação do maior número possível de partidos".

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