UE acusa Turquia de violar a liberdade de imprensa

Horas antes de chegar a Bruxelas e fazendo eco das críticas do presidente Erdogan, o primeiro-ministro turco comparou o seu homólogo israelita aos atacantes de Paris.

O Parlamento Europeu (PE) aprovou ontem uma resolução que condena a repressão policial turca contra os jornalistas e insta o governo de Ancara a dar prioridade à liberdade de imprensa. O "puxão de orelhas" do PE a Ancara, horas antes da chegada a Bruxelas do primeiro-ministro turco, poderá não ter sido sentido, tendo em conta o novo diferendo que se desenha entre a Turquia e Israel, para desespero da Aliança Atlântica.

"Como os terroristas do massacre de Paris, [Benjamin] Netanyahu cometeu crimes contra a humanidade como chefe de um governo que massacrou crianças que brincavam nas praias [da Faixa] de Gaza e destruiu milhares de casas", afirmou, ontem, em Ancara, o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

O chefe do governo turco, que falava com a imprensa antes de partir para Bruxelas, criticou também a decisão do jornal francês Charlie Hebdo de colocar a caricatura de Maomé na edição após os ataque que roubou a vida a 12 pessoas na sua redação. "Liberdade de expressão não é liberdade de insulto", disse, a propósito, Davutoglu.

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