Tsipras telefona a presidente do BCE após banco decidir manter limite na ajuda de emergência à banca grega. FMI reitera que torneira está fechada

(ATUALIZADA) Primeiro-ministro grego lembrou Mario Draghi da falta de liquidez da banca do país. Antes, diretora do FMI falou com Tsipras e explicou-lhe porque não pode manter financiamento.

O chefe do governo grego telefonou esta tarde ao presidente do Banco Central Europeu para falar acerca da necessidade imediata de liquidez por que passam os bancos da Grécia.

Tsipras alertou Mario Draghi que é urgente reabrir a atividade bancária no país.

A conversa telefónica entre Alexis Tsipras e Mário Draghi, confirmada ao britânico The Guardian por um porta-voz do governo grego, aconteceu poucas horas depois de o BCE ter decidido não aumetar o limite da linha de ajuda financeira à Grécia, não acedendo assim ao pedido do Governo de Atenas.

Em comunicado, o organismo escreve que o limite de assistência financeira só pode ser aumentado "mediante a apresentação de garantias suficientes", algo que não existe.

O valor mantém-se assim nos limites decididos a 26 de junho, ou seja, 89 mil milhões de euros.

Os bancos gregos estão a precisar urgentemente de liquidez para poderem operar com um mínimo de normalidade.

E se a Grécia não vai receber mais dinheiro do BCE, também não o terá do Fundo Monetário Internacional. Segundo a agência Reuters, Christine Lagarde, diretora do FMI, falou hoje ao telefone com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e lembrou-lhe que após a Grécia ter falhado o pagamento de 1,6 mil milhões de euros na passada segunda-feira, não haverá qualquer possibilidade de financiamento por parte desta instituição.

Segundo as regras do FMI, não é possível desbloquear novos fundos a um país enquanto este estiver a dever.

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