Tsipras pede maioria absoluta. Zoe formaliza saída do Syriza

Partido liderado pelo antigo ministro Lafazanis sofreu a sua primeira baixa e foi acusado de ser um grupo de "fanáticos". Ex-presidente do parlamento vai a votos como independente

Com as sondagens a darem a vitória ao Syriza, mas com uma vantagem entre os 2 e os 3 pontos percentuais em relação à Nova Democracia, Alexis Tsipras pediu aos gregos para lhe darem no dia 20 um "mandato forte" que permita governar o país. "Estamos à procura de um mandato forte, uma maioria absoluta para o governo Syriza", declarou o ex-primeiro-ministro à Realnews, voltando a defender que é tempo de acabar com a alternância governativa entre Nova Democracia e PASOK.

Questionado sobre o facto de não ter pedido desculpas aos gregos pela sua mudança de atitude perante a austeridade, Alexis Tsipras respondeu com outra pergunta: "Porque haveria de pedir o seu perdão?". "Lutei com todo o meu coração para me manter fiel ao mandato que me foi dado pelo povo grego" que queria permanecer na zona euro, justificou o líder do Syriza.

As opções de Tsipras formar uma coligação estão limitadas, pois o Syriza só se mostrou disponível para renovar a aliança com o ANEL. O problema é que, nas sondagens já conhecidas, o partido de Panos Kammenos surge com uma intenção de voto abaixo ou no limite dos 3%, o mínimo para conseguir representação parlamentar.

A mais recente destas sondagens foi conduzida pela Kapa Reasearch e publicada este domingo no jornal To Vima, dando a vitória ao Syriza com 27,3%, seguido da Nova Democracia com 24,2%. Os neonazis do Aurora Dourada mantêm o terceiro lugar, com 6,8%, seguidos do To Potami (5,5%), KKE (5%), enquanto a União Popular recolhe 4,8% das intenções de voto e o PASOK 4,3%. No limite da entrada no Parlamento surgem a União dos Centristas (3,3%) e o ANEL (3%).

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