Tsipras negoceia com os credores sob a ameaça de rebelião do Syriza

Medidas do primeiro-ministro estão a ser discutidas ao nível técnico, antes de serem apresentadas hoje à tarde no Eurogrupo. Mas possível acordo em Bruxelas não evita problemas em Atenas

O acordo ainda não está terminado em Bruxelas, mas em Atenas já se ouvem as críticas. Vários deputados do Syriza não gostaram das propostas que o primeiro-ministro e líder do partido, Alexis Tsipras, apresentou aos dirigentes europeus na segunda-feira. O fim das reformas antecipadas e aumento dos impostos são vistos como uma "carnificina social" e apelidados de "pedra tumular" para a Grécia. O problema é que, segundo o Financial Times, Berlim insiste que o pacote de medidas tem que ser aprovado pelo Parlamento grego, antes de ser votado pelos deputados alemães.

"Na minha opinião, estas medidas não podem ser aprovadas. São extremas e vão contra a justiça social", disse o deputado do Syriza Alexios Mitropoulos, vice-presidente do Parlamento, exigindo que Tsipras explique ao povo o que falhou nas negociações para se chegar a esta nova proposta. "Não acredito que estas medidas vão ao encontro dos princípios da esquerda. É uma carnificina social, os gregos não podem aceitar", acrescentou, dizendo que vão contra o programa do partido.

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