Tanzânia baniu os feiticeiros para tentar proteger população albina

Os feiticeiros tanzanianos perpetuam a superstição de que as partes do corpo das pessoas albinas são amuletos de boa sorte.

O ministro do Interior da Tanzânia, Mathias Chikawe, anunciou terça-feira que os feiticeiros, ou curandeiros, do país não poderão continuar a trabalhar, acrescentando que haverá uma operação a nível nacional para os prender e julgar se continuarem a exercer. A esperança é a de que esta medida diminua os ataques a pessoas com albinismo, visto que os feiticeiros da Tanzânia acreditam que as partes do corpo de pessoas albinas trazem boa sorte.

A Sociedade Tanzaniana do Albinismo afirma que a medida é um passo importante para "acabar com os incidentes de uma vez por todas". O presidente da sociedade, Ernest Njamakimaya, disse à BBC: "Se nós e o governo conseguirmos juntar-nos e mostrar força como um só e falar como um só, podemos lidar com este problema".

A Tanzânia tem a maior incidência de albinismo no mundo, com cerca de 33 mil pessoas albinas no país. Só nos últimos três anos, 70 pessoas com albinismo foram mortas no país, mas muitas vezes os casos não são investigados. Só 10 pessoas foram condenadas por assassínio nestes três anos.

O ministro Mathias Chiwake afirmou que a busca e detenção de feiticeiros vai começar nas próximas duas semanas nas regiões no norte do país, onde aconteceu o maior número de ataques.

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