Situação no ferry em chamas está "sob controlo"

Marinha italiana informa que já foram sresgatadas 190 das 478 pessoas a bordo, registando-se um morto - um passageiro que se atirou ao mar juntamente com a sua mulher, que foi retirada das águas

O operador do ferry Norman Atlantic, que se incendiou esta madrugada no mar Adriático, causando um morto, assegurou hoje ao final da tarde que a situação está "sob controlo".

Cerca das 18:30 locais, a mesma hora em Lisboa, o porta-voz do operador grego Anek Lines disse à agência de notícias grega ANA que não havia "mais que fumo" e adiantou estar a ser feita uma nova tentativa para que outros navios se possam aproximar do Norman Atlantic para resgatar passageiros, através de escadas de corda.

A companhia grega, que aluga o ferry ao seu proprietário italiano, afirmou que o navio tinha começado a ser rebocado, mas a operação foi interrompida "porque a corda do reboque se quebrou".

O destino do navio não estava ainda claro, segundo a Anek, que referiu que as autoridades italianas insistem em rebocar o ferry para Brindisi, em Itália, mas a costa albanesa encontra-se muito mais perto.

Às 21.00 de Lisboa, a marinha italiana informava que tinham sido resgatadas 190 das 478 pessoas a bordo, registando-se um morto - um passageiro que se atirou ao mar juntamente com a sua mulher, que foi retirada das águas.

Permaneciam no navio 287 pessoas e as autoridades garantiram que as operações de salvamento vão prolongar-se durante a noite.

A ondulação e ventos fortes dificultaram durante todo o dia o resgate dos passageiros e tripulantes do Norman Atlantic, a ser realizado pelas autoridades da Grécia, Itália e Albânia.

O incêndio no navio, que fazia a ligação entre Patras, na Grécia, e Ancona, em Itália, deverá ter começado no convés destinado aos veículos durante a madrugada, quando o ferry se encontrava a 44 milhas náuticas (cerca de 81 quilómetros) da ilha grega de Corfu.

Passageiros relataram aos meios de comunicação estarem a tossir por causa do fumo, estarem encharcados e gelados por causa da chuva e de terem sentido os sapatos a derreter devido ao calor do fogo quando foram reunidos na área de receção do navio.

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