Serra Leoa ultrapassa Libéria em número de casos de ébola

Números da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgados hoje revelam que a Serra Leoa é agora o país com maior número de casos identificados com o vírus do ébola.

O número de casos devido ao surto do vírus do ébola na África Ocidental está a aumentar na Serra Leoa, tendo-se verificado um total de 6317 ocorrências, segundo dados divulgados hoje pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Este valor faz com que o total cumulativo naquele país seja agora de 7798, entre confirmados, prováveis e suspeitos, contra 7719 na Libéria, que até recentemente contabilizava maior volume de situações desta natureza.

Na Serra Leoa verificaram-se 1533 mortes confirmadas e 3177 na Libéria, que continua a ser o país onde mais se morreu desde o início do surto. Por seu lado, no terceiro país mais afetado pela crise, a Guiné, o número de mortos é de 1412. Neste país também está em declínio o número de casos confirmados.

Todavia, o número total de vítimas na Serra Leoa, que detém uma taxa de mortalidade de 70%, deverá ser mais elevado do que o revelado pelos números, referem responsáveis da OMS citados pela Reuters.

O valor cumulativo de casos nos três países é 17 800 e o número total de mortos é de 6331.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.