Salzburgo devolve um milhão de euros a prostitutas

A província austríaca de Salzburgo vai reembolsar até um milhão de euros às prostitutas locais devido às despesas de saúde que lhes foram indevidamente cobradas, admitiu hoje o Governo local.

Salzburgo estabeleceu em 2010 uma taxa moderadora de 35 euros nas consultas médicas que as cerca de 600 prostitutas profissionais da região são obrigadas a realizar todas as semanas.

Mas entretanto estas taxas foram consideradas ilegais e o Governo de Salzburgo terá agora de devolver o dinheiro - cerca de um milhão de euros - às prostitutas.

Na Áustria, a prostituição e os bordéis estão autorizados por lei e devem obedecer a legislação própria que regulamenta a profissão.

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Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.