Renzi enfrenta protestos nas ruas e ameaça de greve geral em Itália

Sindicatos estão contra alterações à lei laboral que governo quer aprovar este ano. Ministro defende que vai diminuir precariedade.

Milhares de trabalhadores italianos, apoiados por estudantes e grupos de esquerda, saíram à rua para protestar contra o primeiro-ministro Matteo Renzi e o seu plano de reforma da Lei do Trabalho. A greve desta sexta-feira foi levada a cabo pelo sindicato metalúrgico FIOM, enquanto o governo do Partido Democrático se prepara para aprovar até ao final do ano alteração à lei laboral italiana. A CGIL, a maior central sindical do país e à qual pertence o FIOM, já apelou à realização de uma greve geral no dia 5 de dezembro.

Os protestos tiveram lugar em 25 cidades italianas como Milão, Roma e Nápoles ou Palermo, e houve registo de incidentes. Na capital, a embaixada da Alemanha e o Ministério da Economia foram bombardeados com ovos e uma dúzia de manifestantes pendurou-se nos andaimes que estão no Coliseu. Três polícias ficaram feridos em confrontos com estudantes em Milão, tendo acontecido o mesmo a cinco agentes da autoridade em Pádua.

Matteo Renzi comprometeu-se com o seu "Jobs Act" a acabar com a regra que dá aos trabalhadores de empresas com mais de 15 funcionários o direito de irem a tribunal exigirem a sua reintegração em caso de despedimento sem justa causa.

Além de afastarem investidores estrangeiros, o primeiro-ministro defende que estas regras, que apenas se aplicam a trabalhadores do quadro, discriminam os funcionários com vínculos de curta duração.

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