Protestos e confrontos na primeira greve geral de Matteo Renzi

Primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, viu as suas reformas económicas e laborais contestadas nas ruas, depois de no início da semana ter sido exigido ao país um maior esforço pela União Europeia.

Matteo Renzi enfrentou ontem a sua primeira greve geral desde que em fevereiro chegou à liderança do governo italiano. 54 manifestações em várias cidades de Itália assinalaram a oposição à política económica e laboral do Executivo liderado pelo secretário-geral do Partido Democrático (PD). Em Milão e Turim houve registo de confrontos entre os manifestantes e a polícia, tendo esta feito várias detenções. A televisão e as agências noticiosas mostraram imagens das forças de intervenção a carregar sobre os manifestantes que lhes atiravam objetos e petardos. Nalguns cartazes podia ler-se "Cosi non va" (Assim não pode ser).

A greve geral foi convocada por dois dos três maiores sindicatos italianos, a CGIL e UIL, tendo contado com a adesão de trabalhadores dos setores público e privado. O protesto paralisou transportes, hospitais, escolas e serviços públicos naquela que é a terceira maior economia da União Europeia. O principal motivo do descontentamento são as novas medidas laborais que pretendem flexibilizar os despedimentos. "O "Jobs Act" e a Lei da Estabilidade não contêm medidas para reavivar a economia e criar empregos", disse a líder da CGIL Susanna Camusso. Segundo este sindicato a adesão à greve no setor público terá sido de 70%. O governo, por seu lado, ainda não tinha divulgado quaisquer estatísticas à hora do fecho desta edição.

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