Príncipe André mencionado num caso de abuso sexual de menores nos EUA

Uma mulher americana diz que foi forçada por um bilionário a fazer sexo com o príncipe André quando era menor de idade. O príncipe já negou as acusações.

Num documento pertencente a um caso contra um banqueiro bilionário norte-americano, Jeffrey Epstein, uma mulher disse ter sido obrigada por este a fazer sexo com o príncipe André, irmão do príncipe Carlos, herdeiro da Coroa britânica, quando era menor de idade.

O documento, citado pelo The Guardian, foi entregue pelos advogados que representam várias mulheres que dizem ter sido abusadas e exploradas sexualmente por Epstein. Num outro caso, este banqueiro já foi condenado e cumpriu pena de prisão por ter pago para ter relações sexuais com uma menor.

Um porta-voz do Palácio de Buckingham, citado pela BBC, que as acusações eram "categoricamente falsas", embora não quisesse comentar em pormenor visto que o príncipe inglês, também conhecido por Duque de Iorque, não estava envolvido nos processos judiciais norte-americanos em que as declarações foram feitas.

A mulher citada no documento, que, segundo o The Guardian, se mantém anónima, diz que entre 1999 e 2002 foi abusada sexualmente por Epstein em várias ocasiões, sendo que este também a obrigava a ter relações sexuais com homens ricos e influentes por todo o mundo.

O documento diz que a mulher foi forçada por Epstein a ter relações sexuais com o príncipe André quando era menor, em Londres, Nova Iorque e numa ilha privada pertencente a Epstein.

A amizade do príncipe André com o bilionário Jeffrey Epstein é antiga e já causou polémica em 2011, quando este se declarou culpado e foi condenado a dezoito meses de prisão por pagar para ter sexo com uma menor, cumprindo treze meses dessa pena.

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