Piloto desvia voo internacional para salvar um cão

Simba, um buldogue francês de sete anos, viajava no porão quando o comandante se apercebeu de um problema no sistema de aquecimento que podia colocar a sua vida em risco.

Um piloto da Air Canada que estava aos comandos de um voo de Tel Aviv, Israel, para Toronto, no Canadá, decidiu desviar o avião para Frankfurt para salvar Simba, um cão que viajava no porão.

Segundo a CNN, o piloto ter-se-á apercebido de um problema com o sistema de aquecimento na parte do aparelho destinada à carga e ficou preocupado com o bem-estar do animal, um buldogue francês com sete anos, que ali viajava dentro da sua transportadora. O dono de Simba, que estava na cabine com os passageiros, não se apercebeu de nada, a não ser quando o comandante decidiu desviar o avião e aterrou em Frankfurt, na Alemanha, antes que a temperatura descesse a níveis gelados durante a travessia do Atlântico. "Com a altitude, podia tornar-se muito desconfortável e evoluir para uma situação de risco de vida", explicou à CNN o porta-voz da Air Canada, Peter Fitzpatrick. "Frankfurt foi uma boa escolha, devido ao facto de existirem muitos voos diários - alguns operados pela nossa parceira Lufthansa - para o Canadá, e também porque o tráfego flui com rapidez, o que significou menos tempo no solo", explicou.

A paragem levou a um atraso do voo de 12 horas em 75 minutos, mas apesar da inconveniência a reação dos passageiros foi positiva, por terem percebido o perigo potencial para Simba. Já o dono do cão, German Kontorovic, ficou grato ao piloto pela decisão. "Simba é como um filho. É tudo para mim", destacou. Simba foi depois colocado noutro voo e seguiu viagem para o Canadá, onde o dono o esperava.

Um perito em aviação disse à CNN que o desvio do voo deve custar milhares de dólares em combustível à companhia, mas não deixou de assinalar que a decisão do piloto foi a mais correta. "O comandante é responsável por todas as vidas a bordo".

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.