Penhora a Rodrigo Rato inclui pensão do FMI

Ex-vice-primeiro-ministro de Aznar, ex-diretor-geral do FMI e ex-presidente do Bankia penhorado pela justiça espanhola.

A justiça espanhola mandou penhorar bens no valor de 18 milhões de euros a Rodrigo Rato, incluindo a pensão que recebe por ter sido diretor-geral do Fundo Monetátrio Internacional (FMI), noticiaram ontem os media espanhóis.

Aquele valor é relativo a uma fiança que tinha acordado pagar no quadro de uma investigação por delitos de corrupção entre particulares, por delito fiscal e por branqueamento de capitais.

A decisão de penhora foi tomada depois de ter sido confirmado que o ex-vice-primeiro-ministro espanhol no tempo de José María Aznar não depositara os 18 milhões. O pagamento dessa quantia era também condição para que fossem descongeladas contas correntes, depósitos, fundos de investimento, planos de pensões e outros produtos financeiros de Rato.

Homem forte do Partido Popular, partido que está no poder e em dezembro vai enfrentar o teste das eleições legislativas, Rato viu-se envolvido em casos judiciais que mancharam a sua reputação e salpicaram o partido do atual primeiro-ministro Mariano Rajoy.

Rato foi presidente do Bankia entre 2010 e 2012, depois de ter sido diretor-geral do FMI no período entre junho de 2004 e novembro de 2007. Por ter ocupado este último cargo recebe uma pensão vitalícia, que agora vê penhorada. O El País quantifica o valor dessa mesma pensão em 54 536 euros anuais.

O Bankia foi um dos bancos espanhóis que teve de ser resgatado e recebeu 22,4 mil milhões de euros. O banco chegou a ter as suas ações suspensas na Bolsa e muitos dos seus clientes ficaram na ruína.

Ontem foi noticiado que o futebolista Iker Casillas, ex-guarda-redes do Real Madrid e desde agosto do Futebol Clube do Porto, submeteu uma ação contra o Bankia depois de perder quase meio milhão de euros em ações que comprou depois de a entidade financeira ter sido cotada em Bolsa.

A intenção de Casillas, refere o Vanitatis, citado pelo El Mundo, é tentar recuperar o investimento que fez em ações do banco. O futebolista investiu 480 mil euros e depois da queda das ações o seu preço ficou reduzido a 1395 euros.

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