Operação de busca por MH370 será prolongada por mais um ano

Autoridades já planeiam alargar a área de busca em 60 mil quilómetros quadrados. Famílias aliviadas ao saber que as buscas pelo Boeing 777 da Malaysia Airlines vão continuar.

Mais de um ano depois do desaparecimento do voo MH370 (a 8 de março), as famílias das 239 pessoas a bordo do Boeing 777 da Malaysia Airlines temiam que as buscas estivessem a aproximar-se do fim, sem que qualquer vestígio do avião tenha sido encontrado. No entanto, receberam hoje a notícia que os ministros da Malásia, Austrália e China concordaram em alargar a aérea onde decorrem as operações, sendo necessário mais um ano para cobrir toda a nova zona.

"Se o avião não for encontrado na atual área de busca, os ministros concordaram em alargar a área em 60 mil quilómetros quadrados, para que passe a ser de 120 mil quilómetros quadrados e, portanto, permitindo cobrir toda a área provável identificada pelos especialistas", referem as autoridades responsáveis pelas buscas, através de um comunicado citado pelo The Telegraph.

É ainda explicado que "os ministros reconhecem que a área adicional de busca poderá levar até um ano a ficar completa", justificando com as condições adversas que se irá enfrentar durante os meses de inverno.

A missão na atual área no oceano Índico deverá ficar concluída em maio e ainda não foi encontrado qualquer destroço do avião da Malaysia Airlines. No comunicado não há qualquer indicação do que acontecerá se caso nada seja descoberto na nova área de busca, qual será o próximo passo. No entanto, é salientado que os ministros continuam empenhados em dar respostas que possam "dar alguma paz às famílias" de quem estava a bordo.

A australiana Danica Weeks confessou ao site News que estava a "entrar em pânico" ao pensar que as buscas iam terminar. O marido estava a bordo do voo que saiu de Kuala Lumpur com destino a Pequim, mas que se desviou da rota, tendo voado mais de sete horas depois de ter desaparecido dos radares e sem qualquer comunicação. As únicas pistas indicam que o avião terá caído numa zona remota do oceano Índico.

"Isto [decisão de alargar a área de buscas] dá esperança. Saber que temos mais 60 mil quilómetros quadrados de busca... espero que traga respostas", realçou, admitindo que se sente "aliviada" pela continuidade das operações.

Jian Hu, que tinha a mãe a bordo do voo MH370, também considerou, citada pelo The Telegraph, que era uma boa notícia, mas referiu que é necessário haver mais "transparência" e que os familiares deveriam ter mais acesso ao que está a acontecer. No entanto, considera que a busca atual "é cega" e que não trará qualquer resultado.

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