ONU: Desigualdades entre sexos continuam gritantes

As mulheres são raras nos órgãos de decisão e em 2009 apenas sete ocupavam funções de chefes de Estado, contra 143 homens, segundo um relatório da ONU publicado hoje, que sublinha a persistência de desigualdades entre os dois sexos no Mundo.

Havia para além disso, em 2009, apenas onze mulheres chefes de governo num total de 192.

Em contrapartida, em 2008, 17% dos membros do governo eram mulheres contra apenas 8% em 1998, de acordo com este estudo, publicado hoje por ocasião do dia mundial da estatística.

Ao nível dos Parlamentos nacionais, as mulheres apenas atingiam o limiar crítico dos 30% dos lugares em 23 países, sublinhou o relatório intitulado "As mulheres no Mundo em 2010".

A sub-representação das mulheres é igualmente marcante no domínio profissional, já que apenas 13 das 500 maiores empresas do mundo eram dirigidas por uma mulher em 2009, prosseguiu o relatório.

O estudo debruçou-se também sobre a escolarização das raparigas e sublinha que à escala mundial, a sua taxa de escolarização no ensino primário passou de 79 para 86% durante o período 1999-2007.

A África Central e do Oeste detém os rácios entre os mais fracos do mundo, com menos de 60 por cento das raparigas em idade de ir à escola primária a frequentarem o ensino.

A proporção da população sem nenhuma educação permanece elevada na Ásia do Sul com 49% das mulheres, contra 36% dos homens.

Em contrapartida, a proporção é inferior a dois por cento para os dois sexos na Ásia Central e na Oceânia.

Quanto à paridade dos salários entre os homens e mulheres, o estudo indica que está distante de ser atingida: os salários das mulheres representam 70 a 90 por cento dos ordenados dos homens e, para além disso, raramente estão empregadas em funções cujo estatuto, poder ou autoridade rivalizam com os dos homens.

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