"Olhei para Nagasáqui nessa noite. Estava toda em chamas"

Sobreviventes dos bombardeamentos de 1945 partilharam com crianças portuguesas, ontem em Lisboa, a memória de uma experiência que "jamais se pode repetir".

Aquele 9 de agosto de 1945 começara "como outro dia qualquer" e Hiromitsu Morita "estava a ajudar em casa e a cortar lenha quando às 09.30 soaram as sirenes de alarme de ataque aéreo", recorda o cidadão japonês perante um grupo de alunos portugueses que ouviu ontem em Lisboa o testemunho deste sobrevivente da explosão atómica em Nagasáqui. Morita, que tinha dez anos quando foi lançada a segunda bomba atómica sobre o Japão, não se esquece de como estava a cidade ao final do dia: "Olhei para Nagasáqui nessa noite. Estava toda em chamas".

O encontro decorreu nos Paços do Concelho da capital numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal e da ONG nipónica Peace Boat (Barco da Paz), que realiza viagens pelo mundo com hibakusha (sobreviventes) dos bombardeamentos atómicos nas cidades de Hiroxima e Nagasáqui. Em cada cidade que visitam, um hibakusha diferente relata a sua experiência.

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