"Não há futuro sem o povo", diz dissidente do Syriza

Unidade Popular defende o que antes defendia o Syriza. Partido de Tsipras e Nova Democracia em situação de empate técnico.

O que sobrou do Syriza que venceu as eleições de 25 de janeiro, prometia acabar com a troika e jurava a pés juntos que nunca mais haveria um novo resgate dos credores internacionais ao país? A resposta é o Unidade Popular, formação política composta por dissidentes do partido de Alexis Tsipras, liderada pelo seu ex-ministro da Energia Panagiotis Lafazanis. "Estas eleições são apenas o início. Estamos num ponto em que as pessoas são chamadas a criar um novo ponto de partida para a democracia, um novo começo para a resistência, um novo começo para a possibilidade de dizer não às chantagens, não aos memorandos, não àqueles que estão a construir um cenário de um futuro que não inclui o povo", disse à Lusa, em Atenas, a ex-presidente do Parlamento grego Zoe Konstantopoulou, durante um comício do Unidade Popular, na terça-feira à noite. Neste ato eleitoral ouviu-se uma das músicas antes usadas pelo Syriza nas suas ações de campanha - People Have the Power, de Patti Smith. E compareceu um representante do partido espanhol antes apresentado como irmão do Syriza: o Podemos.

"O importante é que nestas eleições o Unidade Popular conquiste o seu lugar no Parlamento grego, para manter viva a resistência contra o Eurogrupo e assim alimentar a possibilidade de mudança", declarou à Lusa Jesús Rodríguez, do partido de Pablo Iglesias. Aparentemente, Rodríguez, deputado no Parlamento da Andaluzia, desafiou a linha oficial estabelecida pelo líder do Podemos, que segundo o jornal espanhol El Mundo pretende ir a Atenas apoiar Alexis Tsipras.

Leia mais no epaper ou na edição impressa do DN

*Jornalista da agência Lusa

Ler mais

Exclusivos