Michelle Obama abre a porta da Casa Branca a 54 crianças

Pela terceira vez, a Casa Branca recebe o anual Kids's "State Dinner" (Jantar de Estado das Crianças). A anfitriã é Michelle Obama, a primeira-dama norte-americana, que hoje recebeu 54 crianças de todo o país, donos das receitas vencedoras do concurso "Healthy Lunchtime Challenge" ("Desafio da hora de almoço saudável").

O concurso, que começou em 2011, desafia crianças de todo o país, entre os 8 e os 12 anos a apresentarem receitas para um almoço saudável. Este ano foram apresentadas 1500 candidaturas dos 50 estados norte-americanos. Há algumas semanas, os 54 vencedores receberam a notícia de que iriam até à capital, Washington D.C., com os seus pais, para um jantar na Casa Branca com o casal Obama.

Clique para conhecer os vencedores e as suas receitas

O jantar, assim como o concurso que esteve na sua origem, estão integrados no projeto fundado em 2010 por Michelle Obama, "Let's Move", que tem como objetivo erradicar a obesidade infantil até à próxima geração, e que conta com um programa de comida saudável e exercício físico.

No site do projeto lê-se que uma em cada três crianças norte-americanas sofrem de obesidade. "Se não resolvermos este problema, um terço de todas as crianças que nasceram em 2000 ou depois sofrerão de diabetes a determinado ponto das suas vidas", lê-se ainda na apresentação.

O site 'Epicurious', uma página sobre comida e cozinha, juntou-se à iniciativa e esteve também na origem deste concurso. "Estou muito impressionada com a sofisticação e o talento destas crianças", afirmava à revista 'People' a criadora do concurso e responsável pelos projetos especiais da Epicurious, Tanya Steel. "Há três anos nunca imaginaria que isto se tornaria num evento anual e inspirador. Esta é uma forma de ajudar as crianças a conhecer o seu verdadeiro potencial e a viver vidas saudáveis e felizes", acrescentava Steel.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?

Premium

Adriano Moreira

A crise política da União Europeia

A Guerra de 1914 surgiu numa data em que a Europa era considerada como a "Europa dominadora", e os povos europeus enfrentaram-se animados por um fervor patriótico que a informação orientava para uma intervenção de curto prazo. Quando o armistício foi assinado, em 11 de novembro de 1918, a guerra tinha provocado mais de dez milhões de mortos, um número pesado de mutilados e doentes, a destruição de meios de combate ruinosos em terra, mar e ar, avaliando-se as despesas militares em 961 mil milhões de francos-ouro, sendo impossível avaliar as destruições causadas nos territórios envolvidos.