Meimarakis estende mão a Tsipras mas este recusa coligação

Líderes da Nova Democracia e do Syriza esgrimiram argumentos no último debate. Sondagens apontam para resultado apertado no domingo e acusam ainda muitos indecisos.

Alexis Tsipras recusou ontem a ideia de formar uma coligação com os conservadores caso o seu partido, o Syriza, não consiga maioria absoluta nas eleições legislativas antecipadas de domingo.

No último frente-a-frente televisivo com o atual líder da Nova Democracia, Vangelis Meimarakis, moderado por seis apresentadores, o ex-primeiro-ministro grego disse: "Temos diferenças fundamentais e por isso não podemos coexistir".

Meimarakis, mais conciliador, reafirmou que está disponível para procurar um acordo com Tsipras sobre políticas comuns. "Podemos ter uma equipa nacional não só para governar o país, mas também para negociar [em termos do resgate financeiro grego]". O líder dos conservadores sublinhou que os gregos exigem neste momento aos seus políticos que trabalhem juntos.

Seguiu-se uma troca de argumentos sobre que partido fez mais para combater a corrupção. Tsipras afirmou não acreditar que o seu rival tenha qualquer determinação em fazer face ao problema da corrupção política. Meimarakis respondeu lembrando que o Syriza falhou em fazer aprovar no Parlamento uma nova legislação anticorrupção e enumerou as medidas relacionadas com o tema que foram tomadas pela Nova Democracia no governo de Antonis Samaras.

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