Marinha italiana conta 290 resgatados de ferry no Mar Adriático

Ainda há quase 200 pessoas à espera para serem retiradas do ferry que fazia a ligação entre Grécia e Itália.

Um total de 290 passageiros do ferry Norman Atlantic, que se incendiou no domingo no Mar Adriático, foram resgatados, de acordo com o mais recente balanço da Marinha italiana.

Segundo os dados, difundidos às 7.40 (menos uma hora em Lisboa), 188 pessoas continuam à espera de ser retiradas do ferry, que fazia a ligação entre a Grécia e Itália com 478 passageiros.

As operações de salvamento decorreram durante a noite de domingo e madrugada de hoje, apesar das adversas condições do mar.

Do universo de pessoas resgatadas, 60 seguem já rumo a porto italiano a bordo do navio San Giorgio da Marinha, enquanto um grupo de 49 pessoas alcançou hoje de manhã o porto da cidade italiana de Bari, a bordo do Spirit of Piraeus, com bandeira de Singapura.

O acidente com o ferry, fustigado por um mar tempestuoso, além do frio e do fumo de um incêndio a bordo - entretanto dado como circunscrito - resultou numa vítima mortal, um passageiro grego que caiu ao mar com a sua mulher, a qual foi retirada das águas.

O incêndio no navio, que fazia a ligação entre Patras, na Grécia, e Ancona, em Itália, deverá ter começado no convés destinado aos veículos quando o ferry se encontrava a cerca de 81 quilómetros da ilha grega de Corfu.

Passageiros relataram aos meios de comunicação estarem encharcados e gelados por causa da chuva, mas a tossir devido ao fumo do incêndio, além de terem sentido os sapatos a derreter devido ao calor do fogo quando foram reunidos na área de receção do navio.

A bordo do ferry estão entre 20 a 25 camiões carregados de azeite, num total de 195 veículos.

O ministro da Marinha grego informou que 268 passageiros são gregos e a tripulação é composta por 22 italianos e 34 gregos. Viajam ainda no navio 54 turcos, 44 italianos, 22 albaneses, 18 alemães, além de cidadãos suíços, franceses, russos, austríacos, britânicos e holandeses.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.