Maldição do FMI? Agora o escândalo atinge Rato

Ex-diretores do Fundo Monetário Internacional e a atual detentora do cargo viram o seu nome envolvido em polémicas. Só um não passou pelo tribunal

Depois dos escândalos sexuais do francês Dominique Strauss-Kahn e das alegações de desvio de fundos públicos da sua conterrânea Christine Lagarde, é a vez de o espanhol Rodrigo Rato se ver a braços com a justiça por suspeita de fraude fiscal. Se juntarmos a esta lista a frase polémica do alemão Horst Köhler, que lhe custou a presidência da maior economia europeia, não é de estranhar que haja quem fale da existência de uma maldição que afeta aqueles que passaram pela direção do Fundo Monetário Internacional (FMI) desde o início do século XXI.

A suposta maldição terá começado após a saída do francês Michel Camdessus, que foi diretor entre 1987 e 2000 e até agora não se viu envolvido em polémicas. Desde a fundação do FMI, após a Segunda Guerra Mundial, que os seus diretores são europeus, ficando o Banco Mundial nas mãos de um norte-americano. Uma situação que está a ser posta em causa pelos outros países membros.

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