Londres e Washington preparam frente comum contra o terrorismo

O primeiro-ministro britânico e o Presidente norte-americano anunciam a preparação de uma frente comum contra os extremistas islâmicos.

A propósito da visita oficial de Cameron a Washington que começa hoje, os dois líderes garantem num artigo conjunto publicado no jornal Times que não vão permitir que ninguém seja capaz de "amordaçar a liberdade de expressão", em reação aos atentados em Paris que fizeram 17 mortos na semana passada. Como tal, David Cameron e Barack Obama anunciam a preparação de uma frente comum contra o terrorismo fomentando a prosperidade económica.

O primeiro-ministro britânico e o Presidente dos Estados Unidos referem que o mundo já respondeu "a uma só voz" contra os ataques contra o semanário francês Charlie Hebdo.

"Juntamente com os nossos aliados franceses, mostramos com evidência a quem pensa que pode amordaçar a liberdade de expressão através da violência que as nossas vozes vão ser escutadas mais alto", referem os dois líderes.

Cameron e Obama sublinham que não vão deixar-se intimidar pelos radicais islâmicos e que estão dispostos a "derrotar" os "assassinos bárbaros e a ideologia distorcida" que defendem.

Os dois políticos consideram que a melhor forma de fazer frente ao terrorismo é conseguir prosperidade económica.

"Sabemos que o progresso e a prosperidade nunca estão garantidos. Ao reunir-nos na Casa Branca hoje reafirmamos a nossa confiança de que a nossa capacidade para defender as nossas liberdades têm raízes na nossa força económica e nas nossas instituições democráticas", acrescentam.

No mesmo texto, Obama e Cameron destacam também a necessidade de "reforçar" as economias dos dois países face a novos problemas económicos.

Segundo fontes oficiais britânicas citadas pela EFE, os dois líderes têm previsto analisar o crime cibernético, a situação económica e o acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia.

Segundo as mesmas fontes, Cameron admite abordar o caso de Shaker Aamer, o último cidadão britânico detido na base norte-americana de Guantanamo, em Cuba, onde permaneceu detido durante 13 anos sem julgamento.

Além das questões relacionadas com os extremistas islâmicos, os dois governantes devem abordar também as ações da Rússia na Ucrânia e a luta contra o vírus do Ébola.

O primeiro-ministro britânico espera também debater a necessidade de empresas como o Facebook e o Twitter possam vir a colaborar com as agências de segurança e de informações na luta contra o terrorismo.

Cameron procura novas medidas na luta contra os extremistas islâmicos e afirmou recentemente que vai voltar a levar ao Parlamento britânico uma lei que venha a garantir mais competências aos serviços secretos nas investigações sobre as comunicações entre os cidadãos.

A proposta já foi criticada e contrariada pela oposição e pelas organizações de defesa de direitos humanos e mesmo pelos liberais democratas, parceiros na coligação governamental britânica.

O nível de alerta no Reino Unido (grave) é neste momento o segundo mais alto numa escala de cinco e deve manter-se, segundo informações das autoridades de Londres.

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.