Jornalista condenada a 2 anos de prisão

O tribunal do bairro Zavodskoi da capital bielorrussa condenou hoje a jornalista Irina Khalip a dois anos de prisão por organização de desordens após as eleições presidenciais na Bielorrússia.

Segundo o juiz, a jornalista foi condenada por "organização de ações em grupo que violam a ordem pública, ou participação activa nelas".

O cumprimento da pena de prisão foi adiada por dois anos, pois Irina Khalip tem um filho menor.

No dia 19 de Dezembro de 2010, após o encerramento das urnas, milhares de pessoas saíram para as ruas de Minsk para protestar contra a alegada falsificação dos resultados das eleições presidenciais, que deram novamente a vitória a Alexandre Lukachenko. A polícia prendeu mais de 600 pessoas.

No domingo, Andrei Sannikov, antigo candidato a Presidente da Bielorrússia e marido da jornalista, foi condenado a cinco anos de prisão pelo mesmo crime.

Outros três arguidos foram condenados a três anos e meio de prisão.

Mais quatro ex-candidatos ao cargo de Presidente da Bielorrússia continuam na prisão à espera de julgamento.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...